A ideia de que só é possível poupar quando sobra dinheiro no fim do mês começa a perder força entre os brasileiros. O planejamento financeiro passa a ser associado também à criação de hábitos, com metas que podem ser construídas aos poucos. Esse é o tema de um novo episódio da série “Bem-estar financeiro para viver com autonomia, controle e leveza”, produzida pelo Estúdio Folha em parceria com o Itaú.
Apresentado pela jornalista Adriana Couto, o conteúdo mostra que guardar dinheiro pode fazer parte da rotina mesmo quando os valores reservados são pequenos. A proposta é tratar a economia de recursos como uma prática contínua, ligada a objetivos de curto, médio e longo prazos.
Essa mudança de perspectiva também aproxima o planejamento financeiro de uma discussão mais ampla sobre qualidade de vida. Possuir recursos financeiros não garante, por si só, a disponibilidade de tempo para desfrutar a vida. Essa reflexão conduziu o painel “O Novo Patrimônio: Saúde, Tempo e Liberdade”, integrante da agenda do Conexão Wellness. A palestra contou com a participação de Michele Bouvier Sollack, palestrante, mentora focada em saúde financeira feminina, além de fundadora e CEO do C7Grupo Educação & Saúde.
Pesquisa aponta mudança de comportamento
O episódio utiliza dados do estudo “Consciência e prosperidade: a nova relação do brasileiro com o dinheiro”, realizado pelo Itaú em parceria com a consultoria Consumoteca. De acordo com a pesquisa, 83% dos brasileiros buscam novas formas de lidar com o dinheiro.
A mudança aparece também na maneira como as pessoas encaram o planejamento. Segundo João Araújo, diretor de Estratégia, Ciclo de Vida do cliente e Inteligência Artificial do Itaú Unibanco, o comportamento financeiro passou por uma transformação gradual.
“Durante muito tempo, o brasileiro se preparava para sobreviver ao mês seguinte. Agora, a gente começa a ver uma mudança importante: as pessoas estão aprendendo a criar metas de curto, médio e longo prazos”, afirma João Araújo, diretor de Estratégia, Ciclo de Vida do cliente e Inteligência Artificial do Itaú Unibanco.
A definição de objetivos ajuda a estabelecer uma finalidade para o dinheiro que será guardado. Entre as possibilidades citadas no episódio estão a formação de uma reserva de emergência, a realização de uma viagem e o planejamento da aposentadoria. Dessa forma, poupar deixa de depender apenas de uma eventual sobra e passa a integrar o orçamento.
Constância ajuda a criar o hábito
O episódio também destaca que o valor poupado não é o único fator relevante. A regularidade das contribuições pode ser importante para transformar uma decisão pontual em um comportamento incorporado à rotina. “Não é sobre quanto, é sobre constância”, reforça Adriana no episódio.
Para quem tem dificuldade em separar dinheiro, uma das orientações apresentadas é manter o valor destinado aos objetivos distante dos recursos usados nas despesas cotidianas. A separação pode reduzir o risco de que a quantia reservada seja consumida junto com o dinheiro disponível para os gastos do mês.
Nesse contexto, o Itaú apresenta os Cofrinhos, ferramenta disponível no superapp do banco. O recurso permite organizar o dinheiro de acordo com objetivos específicos, definir quanto será guardado e acompanhar a evolução dos valores ao longo do tempo.
A lógica é separar o dinheiro destinado a cada finalidade, como uma reserva de emergência ou outro projeto, dos recursos utilizados no cotidiano. Com essa organização, o usuário consegue visualizar melhor o avanço em direção às metas estabelecidas.
Controle de Gastos amplia visão do orçamento
Outra ferramenta mencionada no episódio é o Controle de Gastos, também disponível no aplicativo do Itaú. A solução permite identificar com maior clareza como o dinheiro está sendo utilizado.
“Essa solução ajuda o cliente a identificar com mais clareza onde gasta seu dinheiro”, diz Araújo.
Ter uma visão mais organizada das despesas pode facilitar a identificação de gastos e a definição de limites dentro do orçamento. A partir dessas informações, o usuário pode avaliar onde é possível fazer ajustes para direcionar parte dos recursos aos objetivos definidos.
Segundo Araújo, a combinação entre acompanhamento das despesas e organização do dinheiro reservado contribui para transformar metas financeiras em projetos concretos e sustentáveis ao longo do tempo. A proposta apresentada na série é mostrar que o hábito de poupar pode ser construído gradualmente, com planejamento e acompanhamento da própria rotina financeira. O conteúdo também reforça a importância de conhecer o próprio orçamento antes de estabelecer valores e objetivos, tornando a organização financeira mais compatível com a realidade de cada pessoa e com as possibilidades financeiras disponíveis em cada mês.
Fonte: Folha de São Paulo
Foto: https://www.magnific.com/free-photo/front-view-man-counting-saving_5566641.htm




