Os institutos federais de saúde do Rio de Janeiro inauguraram, nesta quinta-feira (22), novos serviços voltados ao atendimento especializado e de alta complexidade. As unidades são vinculadas ao Ministério da Saúde e integram um processo mais amplo de requalificação da rede federal hospitalar, com foco na ampliação da capacidade assistencial, modernização de estruturas e redução de filas no Sistema Único de Saúde (SUS).
As entregas ocorreram em três instituições estratégicas para a saúde pública brasileira: o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into) e o Instituto Nacional de Cardiologia. Cada unidade recebeu investimentos direcionados a áreas específicas, consideradas essenciais para o fortalecimento da atenção especializada e para a retomada do pleno funcionamento de serviços de referência nacional.
No Inca, foi inaugurada uma nova ala pediátrica. O espaço foi projetado para oferecer ambientes mais acolhedores, com foco na segurança, no bem-estar e no conforto de crianças, adolescentes e familiares. O instituto é referência nacional no tratamento oncológico e atende, diariamente, cerca de 80 pacientes pediátricos, que concentram diferentes especialidades em um único espaço assistencial. A proposta é qualificar o cuidado integral, considerando não apenas os aspectos clínicos, mas também o impacto emocional do tratamento prolongado.
Institutos Federais:Requalificação amplia capacidade e reduz filas
O Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia passou a contar com o Centro de Atenção em Ortobiológicos. O novo serviço é voltado a terapias avançadas realizadas a partir de substâncias do próprio corpo do paciente, com o objetivo de estimular a cicatrização e retardar o desgaste de tecidos. Essas técnicas vêm sendo incorporadas de forma gradual ao SUS, especialmente em casos de lesões ortopédicas complexas.
Além do novo centro, o Into recebeu 200 profissionais, reforço considerado fundamental para a reabertura de 40 leitos de enfermaria e de cinco salas cirúrgicas. A ampliação da equipe e da infraestrutura busca enfrentar gargalos históricos da unidade, que atende pacientes de todo o país encaminhados pela rede pública.
Já no Instituto Nacional de Cardiologia, foram inaugurados um serviço de sequenciamento genético, um Centro de Telessaúde e um Observatório de Saúde Cardiovascular. As novas estruturas ampliam a capacidade de diagnóstico, permitem maior integração com outras unidades do SUS e fortalecem a produção de dados e pesquisas voltadas às doenças cardiovasculares, uma das principais causas de mortalidade no Brasil.
Durante visita ao Into, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o objetivo do governo federal é fazer com que os institutos alcancem seu máximo potencial de funcionamento. Segundo ele, os investimentos em curso já apresentam reflexos diretos na redução das filas para cirurgias e procedimentos especializados.
Em entrevista coletiva, Padilha destacou a retomada gradual da capacidade instalada. “No mês de fevereiro nós já teremos 100% da capacidade de utilização de todos os leitos de enfermaria e até o final deste primeiro semestre, teremos 100% de todas as salas cirúrgicas. Isso vai aumentar de 7 mil cirurgias realizadas no ano passado, que já foi o ápice, para mais de 12 mil cirurgias este ano”, ressaltou o ministro.
Os institutos federais do Rio também estão entre os beneficiados pelo programa Agora Tem Especialistas, iniciativa do Ministério da Saúde voltada à ampliação da oferta de atendimento especializado em todo o país. Ao todo, cerca de R$ 170 milhões foram investidos nas unidades da rede federal fluminense, com recursos destinados à modernização de equipamentos, adequação de espaços e fortalecimento das equipes assistenciais.
A estratégia de requalificação dos hospitais federais prevê ainda a contratação de 2.059 profissionais por meio de convênio com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A medida busca garantir sustentabilidade às ações implementadas, ampliar o acesso da população a serviços de alta complexidade e consolidar o papel dos institutos como centros de referência do SUS, tanto na assistência quanto na formação e na pesquisa em saúde.
Fonte: Agência Brasil
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