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Início Saúde

Alopécia androgenética: condição que afeta Xuxa também atinge mulheres e exige tratamento contínuo

Portal dos Órgãos Públicos por Portal dos Órgãos Públicos
15 de julho de 2026
em Saúde
Alopécia androgenética: condição que afeta Xuxa também atinge mulheres e exige tratamento contínuo
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A apresentadora Xuxa Meneghel voltou a falar publicamente sobre sua relação com a saúde dos cabelos ao revelar detalhes do transplante capilar realizado há cerca de um ano. Durante o lançamento da Mondepars, no Shopping Leblon, a artista explicou que convive com a alopécia androgenética, condição que também acomete sua mãe e que está entre as principais causas de queda de cabelo em homens e mulheres.

Conhecida popularmente como calvície hereditária, a alopécia androgenética é uma doença de origem genética caracterizada pelo afinamento gradual dos fios. Com o tempo, os folículos capilares passam por um processo de miniaturização, reduzindo a espessura dos cabelos até que, em alguns casos, deixam de produzir novos fios.

Segundo a dermatologista Marcia San Juan Dertkigil, especialista em tricologia médica, a principal responsável por esse processo é a ação do hormônio diidrotestosterona (DHT) sobre os folículos capilares. Esse mecanismo leva à redução progressiva da capacidade de crescimento dos fios.

Embora seja frequentemente associada ao público masculino, a condição também afeta mulheres e apresenta características diferentes em cada sexo. Nos homens, a perda costuma surgir nas entradas e no topo da cabeça, podendo evoluir para áreas extensas de calvície. Entre as mulheres, o padrão mais comum é o afinamento difuso dos fios, principalmente com o alargamento da risca central do cabelo, sem provocar regiões completamente calvas.

Com mais de 25 anos de experiência em transplante capilar, procedimentos minimamente invasivos e cirurgia dermatológica, o dermatologista Stanley Bessa (CRM 35165 / RQE 33407) afirma que tais recursos atuam como suporte estético, porém não representam a cura para a alopecia.

Fatores genéticos e hábitos influenciam a evolução

A dermatologista Fabiola Bordin, especialista em dermatologia pelo Hospital dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro, explica que a predisposição hereditária pode ser transmitida tanto pela família materna quanto pela paterna.

Além da genética, alguns fatores contribuem para acelerar a progressão da doença. Entre eles estão o tabagismo e a exposição excessiva ao sol, hábitos que podem comprometer ainda mais a saúde do couro cabeludo e dos folículos capilares.

Mesmo podendo atingir ambos os sexos, a alopécia androgenética é mais frequente entre homens devido à maior concentração de hormônios masculinos, que favorecem a ação do DHT responsável pela miniaturização dos fios.

Tratamento busca controlar a progressão da doença

O tratamento da alopécia androgenética tem como principal objetivo retardar o avanço da queda capilar e estimular o crescimento dos fios remanescentes. Para isso, os médicos podem indicar medicamentos como finasterida e minoxidil, utilizados de forma oral ou tópica conforme cada caso.

Esses medicamentos, entretanto, podem provocar efeitos colaterais. Entre eles estão espessamento de pelos corporais, inchaço e, em algumas situações, alterações relacionadas à libido e à função erétil.

Nos casos mais avançados, o transplante capilar pode ser considerado uma alternativa. Ainda assim, o procedimento não elimina a necessidade do tratamento clínico, já que a manutenção dos resultados depende da continuidade do uso de medicamentos.

De acordo com as especialistas, interromper o tratamento faz com que os benefícios obtidos desapareçam em poucos meses. Por isso, a terapia costuma ser mantida de forma contínua, associando medicamentos utilizados em casa aos procedimentos realizados em consultório para manter os folículos mais ativos, aumentar a quantidade de fios e melhorar o volume capilar.

Procedimentos modernos complementam os medicamentos

Além da medicação, alguns procedimentos têm ampliado as possibilidades de tratamento da alopécia androgenética. Entre eles estão terapias com laser, recursos regenerativos e técnicas de infusão de medicamentos diretamente no couro cabeludo por meio da MMP ou da eletroporação, que dispensa o uso de agulhas.

Segundo Bordin, esses métodos podem acelerar a recuperação dos fios quando indicados de forma adequada. “Muitas vezes, o paciente chega ao consultório achando que já precisa de implante capilar e conseguimos reverter o quadro”, afirma Bordin.

A especialista também destaca a evolução das tecnologias disponíveis. “Existem poucos laseres que realmente funcionam, mas estes poucos já geram grande resultado. E a infusão de medicamentos pela MMP ou pela eletroporação (sem uso de agulhas) é uma das grandes diferenças dos últimos anos”, acrescenta.

Ela faz ainda um alerta sobre o uso de determinados medicamentos. “Finasterida e dutasterida devem ser evitados em pacientes com história de câncer de mama. Também podem gerar diminuição do volume espermático. Não geram infertilidade, mas, se o homem já tem um espermograma alterado, pode dificultar a chance de gestação. Estes efeitos não ocorrem apenas durante o uso do medicamento. Também são relatados (pequena chance, mas pode ocorrer) diminuição da libido e ereção”, alerta Bordin.

Além do tratamento médico, hábitos como utilizar shampoos adequados, manter uma alimentação equilibrada e controlar o estresse podem contribuir para preservar a saúde capilar. Como a alopécia androgenética apresenta evolução gradual e características diferentes em cada paciente, o acompanhamento com um dermatologista é considerado essencial para definir a estratégia terapêutica mais indicada e acompanhar os resultados ao longo do tempo.

Fonte: CNN Brasil
Foto: https://www.magnific.com/br/fotos-premium/woman-with-undying-hair-roots-on-blurred-background-closeup_419709720.htm

Tags: Alopécia
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