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Início Lifestyle Saúde

Lace e próteses capilares ajudam na estética, mas não substituem tratamento para alopécia, alerta Dr. Stanley Bessa

Portal dos Órgãos Públicos por Portal dos Órgãos Públicos
14 de julho de 2026
em Saúde
Lace e próteses capilares ajudam na estética, mas não substituem tratamento para alopécia, alerta Dr. Stanley Bessa
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Laces, próteses capilares e perucas ganharam espaço nos últimos anos como alternativas rápidas para quem convive com falhas no couro cabeludo. A proposta é clara, melhorar a aparência e reduzir o impacto emocional da queda de cabelo. O problema começa quando essas soluções passam a ser vistas como tratamento, porém não são.

Segundo o dermatologista Stanley Bessa (CRM 35165 / RQE 33407), com mais de 25 anos de atuação com foco em cirurgia dermatológica, transplante capilar e procedimentos minimamente invasivos, esses recursos funcionam como aliados estéticos, mas não tratam a alopecia. “Elas agem como um acessório e não tratam a raiz da queda”, resume.

Próteses ajudam, mas não tratam

Para quem busca resultado imediato, as próteses capilares cumprem um papel importante. Elas oferecem volume, cobertura e naturalidade, especialmente em casos de perda mais acentuada.

“Modelos com base em monofilamento ou lace front, por exemplo, permitem maior ventilação do couro cabeludo e criam uma linha frontal mais discreta, o que melhora o conforto e a aparência. Ainda assim, é preciso deixar claro que esses recursos não interrompem a queda nem recuperam os fios perdidos. Sem tratamento adequado, a perda capilar pode continuar evoluindo, mesmo com o uso de próteses”, reforça Stanley Bessa.

Alopecia vai além da estética

O Ministério da Saúde define alopecia como a ausência, rarefação ou queda de cabelos ou pelos, de forma temporária ou definitiva, podendo atingir áreas específicas ou todo o corpo. A condição tem múltiplas causas e exige avaliação clínica para ser corretamente identificada.

“A forma mais conhecida é a alopecia androgenética, popularmente chamada de calvície. Ela afeta homens e mulheres, embora seja mais frequente no público masculino por conta da ação dos hormônios androgênicos, especialmente a testosterona”, explica o Dr. Stanley Bessa.

Stanley Bessa aponta que nos homens o padrão costuma ser mais evidente, com entradas e rarefação no topo da cabeça. Já nas mulheres, a perda tende a ser difusa, com afinamento progressivo dos fios, principalmente na região superior do couro cabeludo.

“Mais de 50% dos homens ficarão carecas ao longo da vida. Entre as mulheres, estima-se que cerca de 30% desenvolvam algum grau da condição”, afirma Stanley Bessa. 

Principais tipos de alopecia

A alopecia não é uma doença única. Há diferentes formas, com causas e comportamentos distintos. Entre as mais comuns estão a areata, a androgenética e a de tração.

“A alopecia areata tem origem autoimune. Pode surgir após gatilhos como estresse intenso, cirurgias ou perdas emocionais. O organismo passa a atacar os próprios folículos capilares, levando à queda em áreas localizadas, geralmente em formato circular. A evolução é imprevisível e, em alguns casos, o cabelo pode voltar a crescer”, revelou o Dr. Stanley Bessa.

“Já a alopecia androgenética está ligada à genética e à ação hormonal. Nos homens, ocorre a conversão da testosterona em di-hidrotestosterona (DHT), substância que promove a miniaturização dos fios. Com o tempo, eles ficam mais finos até deixarem de crescer”, completou o médico. 

Por fim, Stanley Bessa explica que a alopecia de tração tem causa mecânica. “Está associada ao uso frequente de penteados apertados, como tranças, coques ou extensões pesadas. A tração contínua danifica os folículos e, em casos prolongados, pode levar à perda definitiva dos fios”.

Tratamento depende do diagnóstico

Dr. Stanley Bessa explica que cada tipo de alopecia exige uma abordagem específica. Por isso, o acompanhamento com dermatologista é indispensável.

“Nos casos de alopecia areata, o tratamento pode incluir medicamentos tópicos, como minoxidil e corticoides. Já na alopecia androgenética, não há cura, mas existem opções eficazes para controlar a progressão”, afirma Stanley Bessa. 

Entre as opções Stanley Bessa cita os medicamentos como finasterida e dutasterida, que reduzem a conversão da testosterona em DHT, além do minoxidil, que estimula a circulação no couro cabeludo e prolonga a fase de crescimento dos fios.

“O uso de minoxidil oral, embora comum na prática clínica, é considerado off-label. Isso significa que não foi originalmente aprovado para essa finalidade, apesar das evidências científicas que sustentam sua eficácia”, apontou  o Dr. Stanley Bessa

Além das medicações, Stanley Bessa afirma que há terapias complementares, como laser e técnicas regenerativas. Em casos mais avançados, o transplante capilar pode ser indicado.

Cuidados e prevenção

De acordo com o Dr. Stanley Bessa alguns hábitos ajudam a reduzir o risco de agravamento, principalmente nos casos de alopecia de tração. “Evitar penteados muito apertados, alternar estilos, reduzir o uso de extensões e cuidar do couro cabeludo são medidas simples, mas eficazes”.

Também é importante atenção ao uso de produtos sem orientação médica. O Ministério da Saúde alerta para promessas de soluções milagrosas, que podem trazer efeitos adversos.

“A queda de cabelo, em muitos casos, têm impacto emocional significativo. Por isso, tratar apenas a aparência pode ser insuficiente. O caminho mais seguro continua sendo o diagnóstico correto e o acompanhamento especializado. A estética pode caminhar junto com o tratamento. Substituí-lo, não”, concluiu Stanley Bessa.

Sobre o Dr. Stanley Bessa

Dr. Stanley Bessa é médico dermatologista (CRM 35165 / RQE 33407) com mais de 25 anos de atuação. Graduado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), é membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e possui pós-graduações em Dermatologia Cirúrgica, Medicina Estética e áreas correlatas. Atua com foco em cirurgia dermatológica, transplante capilar e procedimentos minimamente invasivos, além de ser habilitado na técnica ELFA. Atende em Brasília e também se dedica à formação de médicos em instituições especializadas.

Tags: Stanley Bessa
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