Laces, próteses capilares e perucas ganharam espaço nos últimos anos como alternativas rápidas para quem convive com falhas no couro cabeludo. A proposta é clara, melhorar a aparência e reduzir o impacto emocional da queda de cabelo. O problema começa quando essas soluções passam a ser vistas como tratamento, porém não são.
Segundo o dermatologista Stanley Bessa (CRM 35165 / RQE 33407), com mais de 25 anos de atuação com foco em cirurgia dermatológica, transplante capilar e procedimentos minimamente invasivos, esses recursos funcionam como aliados estéticos, mas não tratam a alopecia. “Elas agem como um acessório e não tratam a raiz da queda”, resume.
Próteses ajudam, mas não tratam
Para quem busca resultado imediato, as próteses capilares cumprem um papel importante. Elas oferecem volume, cobertura e naturalidade, especialmente em casos de perda mais acentuada.
“Modelos com base em monofilamento ou lace front, por exemplo, permitem maior ventilação do couro cabeludo e criam uma linha frontal mais discreta, o que melhora o conforto e a aparência. Ainda assim, é preciso deixar claro que esses recursos não interrompem a queda nem recuperam os fios perdidos. Sem tratamento adequado, a perda capilar pode continuar evoluindo, mesmo com o uso de próteses”, reforça Stanley Bessa.
Alopecia vai além da estética
O Ministério da Saúde define alopecia como a ausência, rarefação ou queda de cabelos ou pelos, de forma temporária ou definitiva, podendo atingir áreas específicas ou todo o corpo. A condição tem múltiplas causas e exige avaliação clínica para ser corretamente identificada.
“A forma mais conhecida é a alopecia androgenética, popularmente chamada de calvície. Ela afeta homens e mulheres, embora seja mais frequente no público masculino por conta da ação dos hormônios androgênicos, especialmente a testosterona”, explica o Dr. Stanley Bessa.
Stanley Bessa aponta que nos homens o padrão costuma ser mais evidente, com entradas e rarefação no topo da cabeça. Já nas mulheres, a perda tende a ser difusa, com afinamento progressivo dos fios, principalmente na região superior do couro cabeludo.
“Mais de 50% dos homens ficarão carecas ao longo da vida. Entre as mulheres, estima-se que cerca de 30% desenvolvam algum grau da condição”, afirma Stanley Bessa.
Principais tipos de alopecia
A alopecia não é uma doença única. Há diferentes formas, com causas e comportamentos distintos. Entre as mais comuns estão a areata, a androgenética e a de tração.
“A alopecia areata tem origem autoimune. Pode surgir após gatilhos como estresse intenso, cirurgias ou perdas emocionais. O organismo passa a atacar os próprios folículos capilares, levando à queda em áreas localizadas, geralmente em formato circular. A evolução é imprevisível e, em alguns casos, o cabelo pode voltar a crescer”, revelou o Dr. Stanley Bessa.
“Já a alopecia androgenética está ligada à genética e à ação hormonal. Nos homens, ocorre a conversão da testosterona em di-hidrotestosterona (DHT), substância que promove a miniaturização dos fios. Com o tempo, eles ficam mais finos até deixarem de crescer”, completou o médico.
Por fim, Stanley Bessa explica que a alopecia de tração tem causa mecânica. “Está associada ao uso frequente de penteados apertados, como tranças, coques ou extensões pesadas. A tração contínua danifica os folículos e, em casos prolongados, pode levar à perda definitiva dos fios”.
Tratamento depende do diagnóstico
Dr. Stanley Bessa explica que cada tipo de alopecia exige uma abordagem específica. Por isso, o acompanhamento com dermatologista é indispensável.
“Nos casos de alopecia areata, o tratamento pode incluir medicamentos tópicos, como minoxidil e corticoides. Já na alopecia androgenética, não há cura, mas existem opções eficazes para controlar a progressão”, afirma Stanley Bessa.
Entre as opções Stanley Bessa cita os medicamentos como finasterida e dutasterida, que reduzem a conversão da testosterona em DHT, além do minoxidil, que estimula a circulação no couro cabeludo e prolonga a fase de crescimento dos fios.
“O uso de minoxidil oral, embora comum na prática clínica, é considerado off-label. Isso significa que não foi originalmente aprovado para essa finalidade, apesar das evidências científicas que sustentam sua eficácia”, apontou o Dr. Stanley Bessa
Além das medicações, Stanley Bessa afirma que há terapias complementares, como laser e técnicas regenerativas. Em casos mais avançados, o transplante capilar pode ser indicado.
Cuidados e prevenção
De acordo com o Dr. Stanley Bessa alguns hábitos ajudam a reduzir o risco de agravamento, principalmente nos casos de alopecia de tração. “Evitar penteados muito apertados, alternar estilos, reduzir o uso de extensões e cuidar do couro cabeludo são medidas simples, mas eficazes”.
Também é importante atenção ao uso de produtos sem orientação médica. O Ministério da Saúde alerta para promessas de soluções milagrosas, que podem trazer efeitos adversos.
“A queda de cabelo, em muitos casos, têm impacto emocional significativo. Por isso, tratar apenas a aparência pode ser insuficiente. O caminho mais seguro continua sendo o diagnóstico correto e o acompanhamento especializado. A estética pode caminhar junto com o tratamento. Substituí-lo, não”, concluiu Stanley Bessa.
Sobre o Dr. Stanley Bessa

Dr. Stanley Bessa é médico dermatologista (CRM 35165 / RQE 33407) com mais de 25 anos de atuação. Graduado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), é membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e possui pós-graduações em Dermatologia Cirúrgica, Medicina Estética e áreas correlatas. Atua com foco em cirurgia dermatológica, transplante capilar e procedimentos minimamente invasivos, além de ser habilitado na técnica ELFA. Atende em Brasília e também se dedica à formação de médicos em instituições especializadas.




