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Início Direito

Brasil leva debate sobre violência de gênero à principal conferência da ONU sobre direitos das mulheres

Portal dos Órgãos Públicos por Portal dos Órgãos Públicos
18 de março de 2026
em Direito
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Brasil leva debate sobre violência de gênero à principal conferência da ONU sobre direitos das mulheres
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O Brasil participa da 70ª Sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher das Nações Unidas, a maior reunião anual da Organização das Nações Unidas dedicada à promoção da igualdade de gênero e à garantia dos direitos das mulheres. O encontro, realizado em Nova York, reúne representantes de governos, organismos internacionais, organizações da sociedade civil, ativistas, jovens e integrantes do setor privado para discutir políticas públicas e estratégias globais voltadas ao enfrentamento da desigualdade de gênero.

A presença brasileira na conferência, que segue até 19 de março, reforça o esforço de ampliar o debate sobre violência contra mulheres e fortalecer mecanismos de proteção social. A avaliação é da coordenadora-geral da organização brasileira Criola, Lúcia Xavier, que acompanha as discussões diretamente na sede da ONU.

Segundo a ativista, o Brasil construiu ao longo das últimas décadas um conjunto importante de leis voltadas à proteção das mulheres. Mesmo assim, ela afirma que o avanço jurídico ainda não foi plenamente assimilado pela sociedade e pelas instituições responsáveis por garantir a aplicação dessas normas.

“Certamente esses marcos [legais] já estão postos [no Brasil], desde a construção da Lei Maria da Penha e, depois, a Lei do Feminicídio. Mas, na prática, ainda não tomaram pé na sociedade. Ainda não tem uma sociedade refletindo, criando processos de proteção social, enfrentando o debate do patriarcado e do machismo”, disse.

Debate internacional sobre violência de gênero

A Comissão sobre a Situação da Mulher das Nações Unidas é considerada o principal fórum internacional dedicado à formulação de políticas para promoção da igualdade de gênero. A cada edição, o encontro reúne delegações oficiais de países-membros da ONU e representantes da sociedade civil para avaliar avanços, propor compromissos e discutir medidas para ampliar a proteção às mulheres.

Para especialistas e ativistas presentes na conferência, o intercâmbio de experiências entre países pode contribuir para o desenvolvimento de novas políticas públicas e mecanismos institucionais de enfrentamento à violência de gênero.

Lúcia Xavier avalia que as discussões realizadas no evento ajudam a pressionar governos e instituições a ampliar ações concretas voltadas à proteção das mulheres. Para ela, a violência de gênero permanece como um problema estrutural em diversos países, incluindo o Brasil.

“A gente [costuma dizer] que é uma epidemia [de violência], mas é mais do que isso. Uma epidemia exige controles públicos e sociais, mas isso é mais que uma epidemia”, afirmou.

Na avaliação da ativista, o problema está associado a padrões culturais profundamente enraizados e à fragilidade de mecanismos de controle social e institucional.

“É um crime que vem sendo praticado com muita impunidade e com pouco reforço dos órgãos públicos, no sentido do controle social. É um prejuízo enorme para as mulheres, que já vivem a situação de vulnerabilidade e também de insegurança nos seus relacionamentos, no seu trabalho, na sua vida como um todo”, disse.

Marcos legais e desafios no Brasil

O Brasil é frequentemente citado em fóruns internacionais por ter desenvolvido legislações consideradas importantes no combate à violência contra mulheres. Entre elas estão a Lei Maria da Penha, sancionada em 2006, e a Lei do Feminicídio, aprovada em 2015.

Essas normas ampliaram o reconhecimento jurídico de diferentes formas de violência de gênero e estabeleceram medidas de proteção às vítimas, além de prever punições específicas para agressores.

Apesar desse arcabouço legal, especialistas apontam dificuldades na implementação plena das políticas previstas nas leis. Falta de estrutura em serviços de atendimento, desigualdades regionais e barreiras culturais ainda limitam a efetividade das ações de prevenção e proteção.

Para organizações da sociedade civil, a articulação entre governo, instituições de justiça e movimentos sociais é fundamental para transformar os avanços legais em resultados concretos no cotidiano das mulheres.

Tensão nas negociações do documento final

As negociações diplomáticas durante a conferência também foram marcadas por divergências entre delegações de diferentes países. Segundo relato de Lúcia Xavier à Agência Brasil, propostas apresentadas pelos Estados Unidos geraram tensão nas discussões do documento final da conferência.

De acordo com a ativista, algumas das sugestões defendidas pela delegação norte-americana poderiam representar retrocessos em temas sensíveis que costumam aparecer nas resoluções internacionais sobre direitos das mulheres.

Entre os pontos questionados estavam referências ao direito ao aborto, à identidade de gênero e ao uso do conceito de interseccionalidade, termo utilizado para analisar como diferentes formas de desigualdade e discriminação podem se sobrepor.

“Isso fez com que, em algum momento, a gente imaginasse que o documento perderia a qualidade e alguns avanços muito importantes. Não vai ser um documento de consenso, mas a primeira votação não aceitou as indicações [trazidas pelos Estados Unidos]”, contou.

Mesmo com as divergências, representantes da sociedade civil avaliam que o resultado inicial da votação preserva parte dos avanços acumulados em conferências anteriores.

A expectativa agora é que o texto final da conferência mantenha compromissos internacionais voltados à promoção da igualdade de gênero e ao fortalecimento das políticas de proteção às mulheres. O resultado das negociações deve orientar debates e ações governamentais em diversos países nos próximos anos.

Fonte: Agência Brasil
Foto: https://br.freepik.com/fotos-premium/3d-bandeira-das-nacoes-unidas-balancando-no-vento-com-a-cidade-de-arranha-ceus-modernos-perto-da-bandeira-da-onu-soprando-seda-macia-e-suave-fundo-de-estandarte-de-textura-de-tecido-de-pano_17925112.htm

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